Análise indica impacto limitado sobre empregos e aumento de custos para consumidores em compras internacionais
Um novo estudo da Global Intelligence and Analytics, encomendado pela Amobitec e assinado por economistas da FGV como Lucas Ferraz, com participação de Fernanda Kotzias, Alan Leal e Lucas Mariano, enterra de vez a narrativa do governo Lula sobre a “taxa das blusinhas”: a medida de 2024, que cobra 20% do consumidor em compras internacionais de até US$ 50 e 60% acima disso, partiu de um diagnóstico falso, pois as importações continuam entrando majoritariamente pela aduana tradicional, e não pelas plataformas online.
Em vez de proteger o varejo nacional, a taxação encareceu produtos para o bolso do brasileiro, especialmente das classes mais baixas, sem gerar contrapartidas reais em emprego ou renda.
Salários subiram R$ 698 em eletrônicos, mas caíram R$ 930 em brinquedos; vagas aumentaram 1.533 em tecnologia, mas despencaram mais de 2.800 no setor dermatológico, com variações percentuais ridículas que não saem da casa decimal, 0,3% de alta no vestuário, 0,98% de queda em papelaria, 0,2% em eletrônicos e -0,7% em papelaria.
Mais uma vez, o governo petista de Lula entregou apenas mais uma mordida no salário do trabalhador comum, disfarçada de protecionismo, revelando pura incompetência econômica, viés arrecadatório e desprezo pelo consumidor brasileiro que, no fim das contas, paga a conta sem ver qualquer benefício concreto para a indústria nacional.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Ricardo Stuckert