Comprometimento mensal com dívidas e juros também alcança nível histórico e pressiona orçamento doméstico
Dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (27) revelam que o endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,90% em fevereiro, superando o pico histórico anterior de 49,88% registrado em julho de 2022, enquanto o comprometimento de renda bateu recorde absoluto em janeiro, chegando a 29,3%, um aumento de 1,8 ponto percentual em relação ao ano anterior.
Isso significa que quase um terço da renda mensal das famílias brasileiras está sendo engolido apenas para pagar dívidas e juros, em um cenário de juros reais ainda elevados, inflação persistente e crescimento anêmico, tudo agravado pela gastança fiscal descontrolada, pela expansão de programas assistencialistas que não geram riqueza real e pela incapacidade do petismo de promover uma agenda de responsabilidade fiscal e redução de custos para o cidadão comum.
Em vez de entregar prosperidade e alívio no bolso do brasileiro, o terceiro mandato de Lula transformou as famílias em reféns de um endividamento recorde, onde o “novo normal” é viver sufocado por parcelas, revelando a falência de um modelo que prioriza narrativas ideológicas e alianças políticas em detrimento de uma economia sólida, competitiva e que realmente libera o potencial do povo.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Getty Images