Processo contra deputado do PT avança na Alep após parecer favorável do Conselho de Ética
O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou nesta segunda-feira (11) o parecer favorável à cassação do mandato do deputado estadual Renato Freitas (PT). A decisão foi tomada com base no relatório apresentado pelo deputado Márcio Pacheco (Republicanos), que analisou o processo envolvendo a briga corporal entre Freitas e um manobrista no centro de Curitiba, ocorrida em novembro de 2025. O episódio ganhou grande repercussão política e jurídica no estado, tornando-se um dos casos mais delicados enfrentados pelo parlamentar desde o início de seu mandato.
Apesar da aprovação do parecer no Conselho de Ética, a cassação ainda não está definida. O processo seguirá agora para novas etapas dentro da Assembleia Legislativa, incluindo análise em outras instâncias internas e, posteriormente, votação no plenário da Alep. Para que a perda do mandato seja efetivada, será necessária a aprovação da maioria dos deputados estaduais. Na semana passada, a votação havia sido adiada após um pedido de vista, o que aumentou a expectativa em torno da sessão realizada nesta segunda-feira.
O caso que motivou o pedido de cassação ocorreu em novembro de 2025, quando Renato Freitas se envolveu em uma discussão que terminou em agressão física contra um manobrista em Curitiba. As imagens e relatos do episódio circularam amplamente nas redes sociais e na imprensa paranaense, alimentando críticas de adversários políticos e também manifestações de apoio ao deputado. Segundo integrantes do Conselho de Ética, a conduta foi considerada incompatível com o decoro parlamentar exigido pelo cargo.
Renato Freitas, por sua vez, nega ter cometido irregularidades graves e afirma ser alvo de perseguição política dentro da Assembleia. Aliados do parlamentar argumentam que o processo possui motivação ideológica e apontam tratamento desigual em comparação com outros casos envolvendo deputados estaduais. Já os defensores da cassação afirmam que a punição é necessária diante da gravidade do episódio e da repercussão institucional provocada pelo caso.
Além deste processo, Renato Freitas responde a outros procedimentos no Conselho de Ética da Alep, embora o caso da briga com o manobrista seja considerado o mais grave por envolver pedido formal de perda de mandato. A expectativa agora se concentra nos próximos desdobramentos políticos dentro da Assembleia, onde a votação em plenário deverá mobilizar tanto a base governista quanto parlamentares da oposição. O caso segue sendo um dos assuntos mais comentados da política paranaense nesta semana.
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