Deltan Dallagnol afirma que apoio financeiro privado sem troca de favores não configura crime e critica tratamento desigual no debate político
O ex-deputado Deltan Dallagnol defendeu o senador Flávio Bolsonaro após o vazamento de áudio e mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Dallagnol demonstrou coerência ao classificar o caso como mero patrocínio privado sem contrapartida, exatamente o mesmo critério aplicado pela Lava Jato ao não acusar Lula pelo filme patrocinado por Odebrecht, OAS e Camargo Corrêa em 2009, empresas que, coincidentemente, depois embolsaram bilhões em contratos do PAC.
Enquanto opositores tentam transformar uma conversa privada em escândalo, ignorando a ausência de prova de crime ou vantagem indevida, Deltan reforça que o Estado de Direito não pode ser instrumento de perseguição política seletiva: o que não era crime para o PT não pode virar crime para o filho de Bolsonaro por mera conveniência narrativa.
O vazamento oportuno, mais uma vez, cheira a arma política em ano eleitoral, enquanto o princípio da isonomia continua sendo o grande ausente no circo midiático.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação