PARTIDO DOS TRABALHADORES QUER SURFAR NA REPERCUSSÃO FLÁVIO-BANCO MASTER, MAS SE RECUSA A ASSINAR CPMI

REDAÇÃO

Base governista intensifica ataques a Flávio Bolsonaro, mas evita apoiar investigação ampla sobre o Banco Master

O senador Carlos Viana afirmou nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, que nenhum parlamentar do governo Lula assinou o requerimento de instalação da CPMI do Banco Master. A declaração foi feita durante a coleta de assinaturas para a comissão parlamentar mista de inquérito, que busca investigar supostas fraudes, lavagem de dinheiro e irregularidades no banco.
De acordo com Viana, autor do requerimento, a base aliada ao Palácio do Planalto tem se mantido ausente da iniciativa mesmo com a forte repercussão recente do caso, que envolve áudios de Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. “Nenhum parlamentar do governo Lula assinou”, reforçou o senador, ao desafiar a base governista a apoiar a investigação.
A afirmação ocorre em meio a uma estratégia do PT e de parlamentares da base aliada de explorar politicamente os áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o Banco Master. Enquanto o partido e seus aliados intensificam críticas e tentam capitalizar a repercussão do escândalo contra a oposição, nenhum petista ou integrante da base do governo tem aderido à CPMI que poderia apurar de forma ampla os fatos relacionados ao banco.
Em rodadas anteriores de coleta de assinaturas para a mesma CPMI, a oposição já havia conseguido o número necessário de apoios, com predomínio de parlamentares de centro-direita e do centrão. A adesão da base do PT foi praticamente inexistente, o que gerou críticas de seletividade por parte de deputados e senadores da oposição.
Até o momento, o requerimento segue em tramitação e a base governista continua sem registrar assinaturas na nova rodada iniciada esta semana. A ausência de apoio do PT à CPMI contrasta com o volume de declarações e cobranças públicas do partido sobre o tema envolvendo Flávio Bolsonaro nos últimos dias.
A CPMI do Banco Master tem como objetivo investigar possíveis irregularidades financeiras e conexões políticas com o caso, mas depende do apoio mínimo regimental para ser instalada oficialmente.
Foto: Agência Senado