FRAQUEZA DIPLOMÁTICA: CHINA PRIORIZA EUA E DEIXA BRASIL EM SEGUNDO PLANO NO MERCADO DE CARNE.

REDAÇÃO

Renovação de licenças para frigoríficos dos EUA pela China gera preocupação no agronegócio brasileiro e amplia debate sobre dependência comercial do mercado chinês.

Governo Lula demonstra fraqueza diplomática enquanto China abre portas para carne americana e ameaça exportações brasileiras
Brasília – Em mais um episódio que expõe a fragilidade da estratégia comercial do governo Lula, o Itamaraty e o Ministério da Agricultura manifestaram “preocupação” e “ansiedade” diante da decisão da China de renovar as licenças de importação de carne bovina dos Estados Unidos. O movimento ocorre exatamente no momento em que o Brasil, maior fornecedor de carne bovina ao gigante asiático, enfrenta o risco de perder espaço no principal mercado externo do setor.
Segundo fontes do governo e do setor agropecuário, a China renovou recentemente as autorizações para dezenas de plantas americanas, incluindo gigantes como Tyson e Cargill, em meio à cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping. A medida, ainda que pontual e cercada de idas e vindas, acendeu o alerta no Planalto: com a cota brasileira praticamente preenchida, a entrada mais forte da carne dos EUA pode pressionar preços internos, reduzir o volume exportado e afetar a rentabilidade dos pecuaristas.
Enquanto o agronegócio brasileiro, que tanto sustenta a balança comercial do país, vê sua posição ameaçada, o governo Lula colhe os frutos de uma política externa ideologizada e pouco pragmática. Críticos apontam que a excessiva aproximação com Pequim não se traduziu em garantias sólidas para o Brasil. Pelo contrário: no momento decisivo, a China prioriza os interesses americanos e deixa o principal parceiro sul-americano em segundo plano.
Um oficial sênior do governo admitiu nos bastidores a “ansiedade” no setor e o possível impacto negativo nos preços do gado. A declaração revela o desconforto de uma administração que, após anos de discursos sobre soberania e multipolaridade, agora assiste passivamente à erosão de uma das principais fontes de divisas do país.
Especialistas do setor argumentam que a dependência excessiva da China — cultivada durante os governos petistas — deixou o Brasil vulnerável a qualquer reconfiguração geopolítica. Enquanto Lula prioriza agendas globais e embates ideológicos, o campo brasileiro paga a conta com menor competitividade e incerteza no horizonte.
Até o momento, o governo não apresentou qualquer medida concreta para mitigar os riscos ou diversificar mercados. A reação limitada a “manifestar preocupação” reforça a imagem de um Executivo reativo, incapaz de antecipar movimentos no tabuleiro comercial internacional.
O agronegócio, pilar da economia brasileira, mais uma vez demonstra ser forte apesar — e não graças — à política do governo federal.
Foto: Divulgação