Senadores do PL reforçam apoio à investigação sobre o Banco Master e afirmam que CPMI deve esclarecer suspeitas com transparência e imparcialidade.
Os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, assinaram nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, o requerimento para criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master. A proposta, apresentada pelo senador Carlos Viana (PSD-MG), tem como objetivo investigar supostas irregularidades envolvendo a instituição financeira e esclarecer todos os fatos relacionados ao caso.
Flávio Bolsonaro, que já vinha defendendo publicamente a instalação da CPMI, afirmou que a investigação é necessária para “separar os inocentes dos bandidos”. O senador confirmou que conversou com o banqueiro Daniel Vorcaro sobre a possibilidade de patrocínio privado para um filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas ressaltou que não houve qualquer ilegalidade, uso de dinheiro público ou favorecimento indevido. Segundo ele, a comissão será uma oportunidade para demonstrar que sua atuação sempre ocorreu dentro da legalidade e da transparência.
Rogério Marinho também reforçou apoio total à investigação, destacando a importância de uma apuração ampla e imparcial. Como um dos principais nomes da oposição no Senado, o parlamentar afirmou que o combate a possíveis irregularidades deve ocorrer independentemente de interesses políticos ou partidários. Sua postura foi vista por aliados como demonstração de coerência e compromisso com a fiscalização das instituições.
Enquanto isso, o PT, que inicialmente demonstrou resistência à criação da CPMI e contou com pouca adesão de seus parlamentares ao requerimento, mudou de posicionamento após a divulgação de áudios envolvendo Flávio Bolsonaro. Desde então, integrantes do partido passaram a defender publicamente a instalação da comissão e intensificaram críticas ao senador, pré-candidato à Presidência da República. Parlamentares petistas, como Pedro Uczai, ampliaram os ataques políticos ao caso, em uma movimentação que aliados da oposição classificam como oportunista em meio ao cenário pré-eleitoral de 2026.
A CPMI ainda depende da leitura do requerimento pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, além da confirmação do apoio necessário para sua efetiva instalação. Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho afirmam que a comissão deve atuar com seriedade, imparcialidade e transparência, buscando esclarecer definitivamente todas as suspeitas relacionadas ao Banco Master e reforçando o papel da oposição na cobrança por investigações rigorosas no Congresso Nacional.
Foto: O Globo