RECEBEU R$ 27 MI DE VORCARO E AGORA ATACA FLÁVIO BOLSONARO: METRÓPOLES SABIA DA ORIGEM DOS RECURSOS QUE RECEBEU?

REDAÇÃO

Repasses milionários do Banco Master ao Metrópoles alimentam questionamentos sobre cobertura do caso Flávio Bolsonaro

O portal Metrópoles recebeu aproximadamente R$ 27,2 milhões do Banco Master, instituição controlada por Daniel Vorcaro, entre os anos de 2024 e 2025. Esses recursos foram transferidos por meio de contratos de publicidade, marketing e patrocínios, com pagamentos mensais elevados que chegaram a superar os R$ 5 milhões em alguns períodos. O Coaf considerou os valores inusitados, especialmente pela velocidade com que o dinheiro saía do banco e seguia para empresas ligadas ao grupo dono do Metrópoles, o que gerou questionamentos sobre a compatibilidade desses repasses com o faturamento normal do veículo de comunicação.
Enquanto isso, o Metrópoles tem publicado uma série de reportagens duras e recorrentes contra o senador Flávio Bolsonaro, destacando supostas ligações dele com Daniel Vorcaro, o banqueiro que teve o Banco Master liquidado pelo Banco Central e que atualmente responde a investigações graves.
Essa postura crítica e constante contra Flávio gerou forte reação de apoiadores do senador, que acusam o portal de hipocrisia explícita: ao mesmo tempo em que cobra explicações e transparência de Flávio sobre qualquer contato com Vorcaro, o próprio Metrópoles mantinha uma relação financeira milionária com o mesmo grupo, recebendo recursos sem aparente questionamento sobre sua origem ou regularidade.
A defesa do portal e de Luiz Estevão, seu controlador, é de que todos os pagamentos eram legítimos, referentes a serviços prestados de divulgação de marcas e patrocínio no futebol, como o Will Bank na Série D do Campeonato Brasileiro.
No entanto, o contraste entre o tom investigativo adotado contra Flávio e o silêncio sobre os próprios repasses tem alimentado um intenso debate público sobre possível conhecimento ou conivência do veículo com os problemas que envolvem o Banco Master e seu controlador.
O caso segue repercutindo nas redes e em outros veículos, especialmente porque outras empresas de comunicação também receberam valores menores do mesmo banco.
Foto: Reprodução