Alta do CDS reacende discussões sobre dívida pública, credibilidade fiscal e confiança do mercado internacional no Brasil
Apesar da propaganda oficial celebrar supostas conquistas econômicas, o Credit Default Swap (CDS) de cinco anos do Brasil voltou a subir na última sexta-feira, passando de 116 para 121 pontos, sinalizando que investidores internacionais seguem céticos quanto à capacidade do governo petista de honrar seus compromissos.
Mesmo longe do pico de 240 pontos registrado em 2023, o indicador permanece bem acima dos 93 pontos alcançados no governo Bolsonaro antes da pandemia, revelando que, após três anos de Lula, o país ainda carrega um prêmio de risco elevado por conta da gastança descontrolada, da dívida pública em trajetória ascendente e da falta de credibilidade fiscal.
As constantes oscilações, alimentadas pela incerteza eleitoral de 2026 e pela incapacidade do governo de apresentar um plano sério de ajuste, demonstram que a “estabilidade” celebrada pelo Planalto é frágil e depende mais de fatores externos do que de méritos próprios.
Enquanto Lula e sua equipe insistem em culpar o mundo e o passado, o mercado segue precificando o risco real de um país que gasta além da conta, adia reformas estruturais e vive à base de manobras contábeis, deixando claro que a confiança perdida não se recupera com discurso.
Texto: Rodolfo Oliveira
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