Magistrada afastada desde 2024 por suspeita de venda de sentenças segue recebendo remuneração do Tribunal de Justiça da Bahia
A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, personifica como poucos a podridão e a impunidade que dominam o Judiciário brasileiro.
Afastada desde abril de 2024 por grave suspeita de venda de sentenças, ela continua recebendo tranquilamente salários públicos que já somam R$ 1,3 milhão, dinheiro dos pagadores de impostos sendo pago a uma magistrada acusada de corromper o próprio sistema que jurou defender.
Não é a primeira vez: em 2019, ela foi presa na Operação Jóia da Coroa, investigada por esquema de corrupção e venda de decisões judiciais.
Dois escândalos graves, prisão, afastamento e, mesmo assim, o dinheiro continua pingando na conta com toda a naturalidade.
Essa realidade ultrajante revela uma casta intocável que consegue transformar até punição em fonte de renda, enquanto o cidadão comum arca com a conta de uma Justiça que protege seus piores elementos.
Maria do Socorro Barreto Santiago não merece continuar recebendo um centavo: deveria estar devolvendo aos cofres públicos cada real recebido desde o primeiro afastamento.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação