Levantamento do MEC revela crise na qualidade da formação docente a distância e expõe falhas na fiscalização educacional
Mais da metade dos cursos de formação de professores na modalidade EaD no Brasil ostenta conceito 1 ou 2 no Enade, segundo dados divulgados pelo MEC, revelando um escândalo educacional de proporções alarmantes.
Dos 1.314 cursos avaliados a distância, 682 (52%) foram classificados como insuficientes, proporção que se repete tanto na rede privada (52,9%) quanto na pública (47,2%), demonstrando que o problema não se restringe ao lucro fácil de faculdades mercantilistas, mas também à baixa qualidade de instituições públicas.
Enquanto apenas 6,4% alcançam o conceito máximo 5 e 10,7% o conceito 4, o país segue formando milhares de professores mal preparados via ensino remoto de baixa qualidade, comprometendo a base da educação básica brasileira por gerações.
Essa mediocridade institucionalizada expõe a falência regulatória do MEC, a expansão descontrolada do EaD sem padrões mínimos e a indiferença com que se trata a formação do profissional mais importante da sala de aula.
Manter cursos com desempenho tão pífio é um atentado direto à qualidade da educação nacional.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação