GILMAR MENDES EXPÕE O JOGO: INQUÉRITO DAS FAKE NEWS É AUTOPROTEÇÃO, NÃO COMBATE À DESINFORMAÇÃO

REDAÇÃO

Ministro do STF defende continuidade do inquérito das fake news e reacende debate sobre limites do Supremo

O ministro Gilmar Mendes expôs sem pudor a verdadeira natureza do inquérito das fake news: uma ferramenta de autoproteção e controle narrativo nas mãos do Supremo Tribunal Federal.
Ao defender sua perpetuação em meio ao “radicalismo” eleitoral, o decano equipara uma investigação sigilosa, sem contraditório e conduzida por quem é alvo das críticas, violando princípios básicos do devido processo legal, à CPI do Crime Organizado, como se a ineficácia desta última justificasse a eternização de um instrumento que, após anos, não resolveu desinformação alguma, mas serviu para censurar opositores, jornalistas e cidadãos comuns.
Enquanto o crime organizado segue prosperando nas ruas, Gilmar usa o paralelo para blindar o tribunal de qualquer escrutínio parlamentar, revelando que, para ele, “necessário” significa apenas o que protege o poder dos togados de questionamentos incômodos.
Triste espetáculo de um guardião da Constituição que, em vez de defender liberdades, prefere eternizar exceções autoritárias.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação