O escândalo no INSS expõe mais uma vez o abismo entre discurso e prática no governo Lula
Enquanto o presidente posa de paladino da transparência e garante que “a lei é para todos”, seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, reaparece no centro de denúncias que misturam tráfico de influência, supostas mesadas do “Careca do INSS”, operador central do rombo bilionário nas aposentadorias, e facilitação de negócios em órgãos do governo federal.
O mais surreal: é a própria CGU, órgão vinculado diretamente ao Palácio do Planalto, que agora convoca o informante da PF para ouvir as acusações contra o primogênito do mandatário, num claro conflito de interesses que cheira a controle de danos interno em vez de investigação imparcial.
Lula, que interferiu indiretamente ao blindar o filho até onde pôde na CPMI e nas apurações, agora vê o escândalo bater à porta de casa: um esquema que sugou recursos de aposentados e pensionistas enquanto o “empresário” da família supostamente colhia vantagens do poder.
Cadê o Lulinha? E cadê a famosa “faxina ética” prometida? O que se vê é o velho método petista: descobrir o problema com CGU e PF para depois tentar administrá-lo politicamente, tudo sob o guarda-chuva do governo investigado.
Mais um capítulo lamentável que reforça a percepção de que, para essa turma, família e poder são a mesma coisa, e o povo que pague a conta.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação