HIPOCRISIA CHINESA: MAO NING DEFENDE “NÃO INTERFERÊNCIA” ENQUANTO PCC EXPANDE TRÁFICO PARA ÁSIA

REDAÇÃO

Porta-voz do governo chinês reagiu após Washington classificar facções brasileiras como organizações terroristas globais

Washington – Enquanto o governo dos Estados Unidos avança no combate ao crime organizado transnacional, a China escolheu posicionar-se ao lado da soberania de facções criminosas. Nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, o Departamento de Estado americano classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais, medida que entrará plenamente em vigor a partir de 5 de junho. A decisão permite o congelamento de ativos, proibição de transações financeiras e maior pressão internacional contra esses grupos responsáveis por violência, tráfico de drogas e assassinatos em larga escala.
Em reação imediata, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, manifestou o incômodo de Pequim. Segundo a diplomata, a China “defende consistentemente a não interferência nos assuntos internos de outros países”. A declaração, feita nesta sexta-feira, soa como um recado claro de apoio indireto ao Brasil contra a iniciativa americana, mesmo que isso signifique tolerar a expansão de facções que controlam presídios, dominam o tráfico internacional e ameaçam a estabilidade regional.
A postura chinesa revela mais uma vez a hipocrisia de Pequim quando o assunto envolve seus interesses. Grande parceira comercial do Brasil, a China prioriza relações econômicas e políticas com governos de esquerda na América Latina, muitas vezes fechando os olhos para violações de direitos humanos, corrupção e o fortalecimento do crime organizado. Em vez de condenar o PCC e o CV – grupos que já estendem tentáculos para a China e o Sudeste Asiático por meio do tráfico de drogas e lavagem de dinheiro –, Pequim opta pelo discurso vazio de “não interferência”, o mesmo usado para acobertar regimes autoritários e violações em diversas partes do mundo.
Analistas veem na reação chinesa um cálculo geopolítico: enfraquecer a influência americana na região e manter o Brasil alinhado economicamente com Pequim, mesmo que isso custe a segurança da população brasileira. Ao criticar indiretamente os Estados Unidos por agir contra terroristas, a China mostra que, para ela, a soberania de facções criminosas pesa mais do que a vida de milhares de vítimas da violência que assola o Brasil.
A medida americana, ao contrário, é vista por especialistas em segurança como um avanço necessário no enfrentamento a uma ameaça que já não se limita às fronteiras nacionais. Enquanto isso, a China segue defendendo, na prática, a impunidade que permite que o crime organizado prospere.
Foto: White House