A hipocrisia da imprensa brasileira chega a níveis indecentes
Enquanto o PCC e o Comando Vermelho dominam territórios inteiros, impõem toque de recolher em comunidades, executam rivais com requintes de crueldade, movimentam bilhões no narcotráfico e desafiam abertamente a autoridade do Estado brasileiro, boa parte da mídia tradicional entra em pânico histérico somente com a palavra “terrorismo”.
Para esses veículos, soberania não significa defender a integridade nacional e a vida dos cidadãos, mas sim fingir que o Estado ainda controla o país enquanto facções criminosas atuam como verdadeiros Estados paralelos, com suas próprias leis, exércitos e sistemas de justiça.
Essa postura revela mais do que ingenuidade: expõe um alinhamento ideológico que prefere proteger a narrativa de “direitos humanos” e atacar qualquer endurecimento contra o crime a reconhecer a gravíssima ameaça que o narcoterrorismo representa para a soberania real do Brasil.
Enquanto as facções avançam, a imprensa segue preocupada em combater não os bandidos, mas aqueles que ousam nomeá-los pelo que são.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Gabriel de Paiva