ESQUERDISTA É INDICIADO POR DISCRIMINAÇÃO RELIGIOSA APÓS ATAQUE PRECONCEITUOSO A EVANGÉLICOS

REDAÇÃO

Polícia Civil conclui inquérito contra youtuber após declarações sobre fiéis evangélicos; caso segue agora para análise do ministério público

Porto Alegre, 31 de maio de 2026 – O youtuber e autointitulado historiador Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, foi formalmente indiciado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul por crime de discriminação religiosa. A decisão, tomada em 7 de maio, expõe o lado mais sombrio de um comunicador que, sob a máscara de “crítica”, promoveu discurso de ódio contra milhões de brasileiros.
Em vídeo publicado em 28 de janeiro no canal “Buenas Ideias”, Peninha extrapolou todos os limites ao declarar que evangélicos não deveriam ter direito a voto. Com tom agressivo e desprezo explícito, ele afirmou que os fiéis “deveriam ficar no culto, pastando junto com o pastor” e classificou o segmento religioso como “nefastos e desprezíveis”. As declarações foram recebidas com justa indignação por líderes religiosos, deputados e milhares de cidadãos que viram na fala não uma opinião, mas puro preconceito.
A gravação, que já foi removida por ordem judicial, revela um nível preocupante de intolerância por parte de alguém que se apresenta como intelectual. Em vez de debater ideias, Peninha optou pelo ataque coletivo a uma das maiores comunidades religiosas do país, sugerindo abertamente a exclusão de direitos civis fundamentais com base na fé. Para muitos, trata-se de uma clara incitação à discriminação, o que a legislação brasileira equipara ao racismo.
A Delegacia de Combate à Intolerância e ao Racismo concluiu o inquérito e indiciou Peninha. O caso agora segue para o Ministério Público, que deve decidir sobre a denúncia. A defesa do youtuber tenta enquadrar as falas como “liberdade de expressão” e “crítica abstrata”, mas o tom e o conteúdo das declarações mostram o oposto: uma ofensa direta e generalizada contra evangélicos.
O episódio mancha ainda mais a imagem de Eduardo Bueno, que já acumula polêmicas por posturas radicais e ataques a grupos que não compartilham de suas visões. Em um país marcado pela diversidade religiosa, o indiciamento serve como alerta: a liberdade de expressão não é carta branca para propagar ódio e tentar cassar direitos de cidadãos pelo simples fato de professarem sua fé.
Enquanto Peninha tenta se vitimizar, a sociedade brasileira demonstra, mais uma vez, repúdio a quem transforma plataformas digitais em instrumentos de intolerância. O indiciamento é apenas o começo das consequências para quem acha que pode atacar impunemente uma parcela significativa da população.
Foto: Divulgação