QUANDO O ASSASSINO NÃO É ISRAEL: HEZBOLLAH MATA FUNCIONÁRIO DA ONU E A INDIGNAÇÃO GLOBAL DESAPARECE

REDAÇÃO

Ataque atribuído ao Hezbollah contra posição da ONU no sul do Líbano reacende debate sobre o tratamento internacional dado a ações de grupos terroristas.

Um funcionário da ONU, de nacionalidade sérvia, foi morto e outros dois feridos por morteiros disparados por terroristas do Hezbollah contra uma posição da força de paz no sul do Líbano, perto de Marjayoun.
O mundo assiste, mais uma vez, à indiferença constrangedora da mídia e das capitais ocidentais.
A análise da trajetória dos disparos, segundo fontes israelenses, confirma que os projéteis partiram de posições controladas pelo grupo xiita, e não de Israel, fato que, por si só, já bastaria para gerar condenações veementes, protestos globais e manchetes em todos os telejornais.
No entanto, curiosamente, quando o agressor é o Hezbollah, braço armado do Irã que usa civis libaneses como escudos humanos e viola sistematicamente a Resolução 1701 da ONU, a “indignação internacional” entra em recesso.
Essa hipocrisia revela um padrão perigoso: ataques contra forças de paz só mobilizam a opinião pública quando podem ser instrumentalizados contra Israel.
O resto é tolerância complacente com o terrorismo islâmico que transforma o sul do Líbano em base de lançamento e coloca deliberadamente em risco até mesmo os capacetes azuis que deveriam garantir a paz.
Enquanto isso, um funcionário da ONU está morto, e o regime do Hezbollah segue operando com a cumplicidade do silêncio seletivo.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação