Justiça Eleitoral da Colômbia proíbe provisoriamente candidato presidencial de utilizar a camisa da seleção em campanhas, redes sociais e materiais de divulgação.
Bogotá – A Justiça Eleitoral da Colômbia determinou, de forma provisória, que o candidato presidencial Abelardo de la Espriella não poderá utilizar a camisa da seleção colombiana de futebol em atos de campanha, publicações nas redes sociais, peças publicitárias ou qualquer material de divulgação eleitoral.
A decisão foi proferida pela juíza Aura Luz Forero, da capital Bogotá, em resposta a uma ação de tutela apresentada por um cidadão. No entendimento da magistrada, o uso reiterado do símbolo nacional pela campanha poderia comprometer a neutralidade do emblema, que representa todo o país e não uma candidatura específica.
De la Espriella, que concorre pelo movimento Defensores de la Patria e aparece como favorito para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, adotou a camisa amarela como um dos principais elementos visuais de sua campanha. O candidato tem incentivado apoiadores a vestirem a peça no dia da votação, em uma estratégia que remete a usos semelhantes de símbolos nacionais em outras eleições na América Latina.
A juíza argumentou que a camisa da seleção tem como propósito original representar a Colômbia no esporte e que sua associação exclusiva a uma força política poderia gerar estigmatização ou divisão. A medida vale para o candidato e para o seu movimento político enquanto tramita o julgamento do mérito da tutela.
A decisão tem gerado debates intensos nas redes sociais e na imprensa colombiana. Defensores do candidato classificam a restrição como excessiva, enquanto setores da oposição defendem que símbolos nacionais devem permanecer acima das disputas eleitorais.
Até o momento, a campanha de Abelardo de la Espriella não se manifestou oficialmente sobre os próximos passos em relação à medida judicial. A eleição presidencial colombiana está marcada para 2026.
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