Ministério Público contesta perdão judicial concedido a Monique Medeiros e busca reverter decisão no caso da morte de Henry Borel.
O Tribunal do Júri do Rio concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe que, segundo o promotor Fábio Vieira, deixou o filho de quatro anos ser torturado e assassinado pelo então companheiro Jairinho, ignorando sinais claros de risco e priorizando o relacionamento abusivo em detrimento da vida da própria criança.
Enquanto o monstro Dr. Jairinho foi condenado a mais de 43 anos, Monique saiu praticamente livre após uma condenação simbólica por omissão, pena já cumprida, e um perdão que cheira a leniência absurda com quem falhou da forma mais covarde possível como mãe.
O Ministério Público acerta ao recorrer e denunciar as manobras que teriam alterado o veredito inicial de homicídio doloso, expondo um julgamento que parece mais preocupado em proteger a “mãe” do que em fazer justiça pela dor brutal de Henry.
Essa decisão frágil e controversa não apenas enfraquece o combate à violência contra crianças, como representa a terceira morte simbólica do menino: primeiro pelas mãos do padrasto, depois pela omissão da mãe e, agora, pela complacência do sistema.
Texto: Rodolfo Oliveira
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