“ITÁLIA ESCANCAROU AO MUNDO QUEM É ALEXANDRE DE MORAES”, DIZ JÚLIA ZANATTA APÓS LIBERTAÇÃO DE ZAMBELLI

REDAÇÃO

Deputada federal comenta decisão da Justiça italiana envolvendo Carla Zambelli e critica a atuação do ministro Alexandre de Moraes, ampliando o debate sobre imparcialidade judicial e extradição internacional.

Para a deputada Júlia Zanatta (PL-SC), a decisão referente à Carla Zambelli, por parte da Corte da Itália, expôs, com crua objetividade, o que críticos brasileiros denunciam há anos: a figura autoritária e inconstitucional de Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal.
Ao fundamentar a negativa de extradição de Carla Zambelli, os juízes italianos registraram que o ministro acumulou as funções de vítima, juiz de primeira e segunda instância e executor da pena no mesmo processo, configurando uma “macroscópica violação” ao princípio básico de que ninguém pode ser juiz em causa própria.
Essa decisão, segundo Zanatta, não é “narrativa da oposição”, mas um veredito de uma alta corte democrática que questiona a imparcialidade objetiva do julgamento no STF, expondo o Brasil como exportador de escândalos jurídicos que ferem os pilares do Estado de Direito.
Se os mesmos critérios fossem aplicados aos demais processos conduzidos por Moraes, especialmente aqueles da chamada “trama golpista”, com prisões em massa e condenações controversas, restaria pouco da credibilidade da Justiça brasileira perante o mundo.
Moraes não apenas personifica o ativismo judicial: ele o radicaliza, concentrando poder de forma incompatível com qualquer democracia madura.
O caso Zambelli não é exceção, é a amostra que o planeta agora examina.
Texto: Rodolfo Oliveira
Fotos: Divulgação/Reuters