PISTOLA COM PROBLEMA NO PERCUSSOR VIRA NOVO FOCO DE MORAES E DEFESA DE BOLSONARO TEM 24 HORAS PARA EXPLICAR
REDAÇÃO
Arma registrada em nome do ex-presidente foi apreendida com militar do GSI durante abordagem policial no Distrito Federal e caso chegou ao STF
Brasília, 16 de junho de 2026 – Em mais um capítulo da cruzada judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a defesa do ex-chefe do Executivo tenha apenas 24 horas para explicar a apreensão de uma pistola Glock calibre 9mm registrada em seu nome.
A arma foi apreendida na noite de segunda-feira (15) durante uma blitz da Polícia Militar em Taguatinga, no Distrito Federal. Quem portava o armamento era um sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que seguia em veículo oficial.
O militar informou aos agentes que havia retirado a pistola para conserto – havia um problema no percussor – e pretendia devolvê-la no dia seguinte. Ele possuía porte funcional, mas não estava com o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) no momento da abordagem.
Apesar de não haver qualquer indício de crime, a ocorrência foi imediatamente comunicada ao Supremo Tribunal Federal. Moraes, relator de múltiplas ações que atingem Bolsonaro – que cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e severas restrições impostas pelo próprio ministro –, não perdeu tempo: exigiu explicações urgentes da defesa, como se tratasse de grave ameaça à ordem pública.
Críticos veem na decisão mais um exemplo do ativismo judicial e do uso seletivo do aparato repressivo do Estado.
Uma simples irregularidade administrativa envolvendo uma arma institucional, transportada por agente de segurança para manutenção rotineira, é tratada como caso de alta relevância pelo STF.
Para muitos, trata-se de mais uma demonstração de que Moraes não mede esforços para manter Bolsonaro sob constante vigilância e pressão, mesmo fora do exercício do mandato.
A rapidez com que o ministro age nesses episódios contrasta com a lentidão de investigações que envolvem aliados políticos ou temas caros à esquerda, alimentando o debate sobre parcialidade e o uso político da Justiça.
Enquanto isso, o cerco judicial ao ex-presidente segue implacável, transformando até mesmo procedimentos de rotina em novos capítulos de um inquérito sem fim.
Nós utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continua a usar este site, assumimos que você está satisfeito.