Deputada critica decisão da Primeira Turma do STF, questiona a imparcialidade do julgamento e afirma que o caso representa criminalização da atuação política
A Primeira Turma do STF, em um veredito que reforça as crescentes preocupações com a instrumentalização política do Judiciário brasileiro, condenou de forma unânime o ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo suposto crime de “coação no curso do processo”, em mais um episódio que expõe a fragilidade das liberdades democráticas no país.
Como bem pontuou a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), cotada para ser a vice de Flávio Bolsonaro na chapa que disputará a Presidência da República, a decisão reveste de roupagem jurídica um processo essencialmente político, conduzido por um relator que claramente deveria ter se declarado impedido, transformando o legítimo debate público, exercício constitucional de um parlamentar, em suposta “coação”.
A fala revelada do juiz auxiliar de Alexandre de Moraes, “Ele quer pegar o Eduardo Bolsonaro”, desnuda a motivação persecutória por trás da condenação, configurando mais um capítulo da tirania judicial que sufoca vozes dissonantes.
Solidária a Eduardo Bolsonaro, que tem denunciado com coragem o autoritarismo instalado nas instituições, Zanatta acerta ao destacar que, na “democracia relativa” brasileira, criticar o desempenho do Poder Judiciário tornou-se risco penal, testando a paciência dos que ainda creem no Estado de Direito.
Texto: Rodolfo Oliveira
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