Edinho Silva sai em defesa de Jaques Wagner antes do fim das investigações, enquanto operação da polícia federal apreende materiais em local utilizado pelo senador em brasília
Brasília – Em meio a novas revelações de uma operação da Polícia Federal, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA), garantindo que o aliado mantém “toda a confiança” do partido, apesar das evidências incômodas que se acumulam.
Agentes da PF apreenderam diversos malotes em um quarto de hotel de luxo na capital federal, local onde o senador Jaques Wagner residia. A ação faz parte da nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias no Banco Master, incluindo supostas irregularidades financeiras, lavagem de dinheiro e conexões políticas com o esquema.
A declaração de Edinho Silva, proferida nesta quarta-feira (18), soa como mais um capítulo da blindagem recorrente do PT a seus principais quadros, mesmo quando confrontados com buscas policiais que expõem ligações diretas com investigados. Enquanto a PF avança no caso, que já atingiu figuras próximas ao poder, o dirigente petista tratou de minimizar o ocorrido e antecipar a “comprovação de inocência” de Wagner, sem aguardar o desenrolar das investigações.
Críticos veem na postura uma repetição de práticas que, no passado, já custaram caro ao partido em escândalos semelhantes. O senador, líder do governo no Senado e homem forte de Lula no Congresso, agora figura no centro de uma operação que mexe com fraudes que teriam causado prejuízos expressivos ao erário e a investidores. A presença de malotes em seu local de residência reforça questionamentos sobre o padrão de vida e as relações mantidas por integrantes da cúpula petista.
Edinho Silva, que assumiu a presidência do PT com a missão de organizar a legenda para as eleições de 2026, optou pelo corporativismo em vez de cobrar transparência imediata. A defesa automática do senador, antes mesmo de esclarecimentos completos, alimenta a percepção de que, para o PT, lealdade interna vale mais que o compromisso com a lisura pública.
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