Defesa do líder do governo no senado recorre ao supremo para anular diligências da operação compliance zero e recuperar bens apreendidos
Brasília – A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, anunciou que recorrerá da decisão do Supremo Tribunal Federal que autorizou as buscas e apreensões realizadas pela Polícia Federal na 9ª fase da Operação Compliance Zero. A medida, deflagrada na quinta-feira (18), colocou o parlamentar no centro de investigações sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.
Os advogados argumentam falta de contemporaneidade dos fatos investigados e ausência de utilidade prática para a apuração, sustentando que os elementos coletados poderiam ser obtidos por outros meios. Eles pedem ainda a devolução dos bens apreendidos durante a operação, que incluiu endereços ligados ao senador na Bahia, em São Paulo e em Brasília.
A operação, autorizada pelo ministro André Mendonça, apura possíveis relações de Wagner com esquema de fraudes financeiras e concessão de vantagens indevidas. Entre os itens apreendidos estariam quantias em moeda estrangeira e objetos de valor, conforme imagens divulgadas pela própria PF, o que ampliou a repercussão do caso.
Críticos veem no recurso da defesa uma tentativa de questionar o andamento das investigações em momento sensível, especialmente com eleições se aproximando. O episódio ocorre poucos dias após Wagner usar a tribuna do Senado para rebater suspeitas sobre sua conduta, o que gerou questionamentos sobre a sequência dos fatos.
Aliados do senador manifestaram apoio e defenderam a presunção de inocência, mas a operação reforça o escrutínio sobre possíveis influências políticas em negócios investigados pela Justiça. A PF e o STF seguem com as apurações, que envolvem suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito do caso Master. A sociedade aguarda o esclarecimento completo dos fatos para que responsabilidades sejam devidamente apuradas.
Foto: Agência Senado