Bogotá, Os colombianos comparecem hoje, 21 de junho de 2026, às seções eleitorais para definir, em segundo turno, quem ocupará a Presidência da República nos próximos quatro anos.
A disputa opõe o advogado e empresário Abelardo de la Espriella, que se apresenta como candidato independente de direita com propostas de endurecimento no combate à criminalidade, e o senador Iván Cepeda, do Pacto Histórico, que representa a continuidade do projeto da esquerda no poder.
No primeiro turno, realizado em 31 de maio, nenhum dos candidatos alcançou a maioria absoluta dos votos. De la Espriella obteve cerca de 43,7% dos votos válidos, à frente de Cepeda, que registrou aproximadamente 40,9%.
A elevada polarização ficou evidente, com os dois principais concorrentes concentrando mais de 84% dos votos.
Abelardo de la Espriella, conhecido como “El Tigre”, defendeu durante a campanha a construção de megaprisions, ações militares mais firmes contra o narcotráfico e medidas de austeridade fiscal.
Ele se posiciona como outsider e crítico das políticas atuais, enfatizando a necessidade de maior segurança pública em um país que enfrenta desafios persistentes com violência e economia.
Já Iván Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro, que não pode concorrer à reeleição, defende a continuidade das iniciativas de “paz total”, negociações com grupos armados, reformas sociais e investimentos em áreas rurais. Sua candidatura busca consolidar o legado do atual governo.
Pesquisas recentes indicam vantagem para de la Espriella, mas o resultado ainda depende da mobilização de eleitores, especialmente daqueles que votaram em candidatos do centro no primeiro turno.
O clima político segue tenso, com temas como segurança, economia, combate às drogas e o processo de paz dominando o debate público.
As urnas fecham no final da tarde no horário local, com expectativa de divulgação dos resultados ainda durante a noite.
O vencedor tomará posse em 7 de agosto. A eleição é vista como um momento decisivo para o futuro da Colômbia, refletindo as divisões profundas na sociedade colombiana entre visões distintas de ordem, desenvolvimento e governança.
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