Diretor da agência anunciou ofensiva internacional contra o Tren de Aragua, confirmou novas acusações e ofereceu recompensas milionárias por líderes foragidos
O diretor do FBI, Kash Patel, participou nesta quarta-feira (1º de julho), em Washington, de uma coletiva ao lado do procurador-geral interino Todd Blanche e de outros promotores federais. O encontro tratou da operação de repressão ao Tren de Aragua (TdA), uma facção criminosa venezuelana.
Durante a coletiva, Patel afirmou que o grupo está sendo alvo de uma ofensiva internacional e destacou a extradição de Jose Enrique Martinez Flores aos Estados Unidos. Segundo ele, essa foi a primeira extradição de um integrante da facção sob acusações relacionadas a terrorismo.
As autoridades também informaram que outros três líderes do grupo foram formalmente indiciados, mas continuam foragidos no exterior. Entre eles estão Yohan Jose Romero (“Johan Petrica”), Juan Gabriel Rivas Nuñez (“Juancho”) e Giovanni Vicente Mosquera Serrano (“El Viejo”), este último apontado como um dos nomes mais procurados pelo FBI.
De acordo com as investigações, há indícios de que os foragidos estariam escondidos em Bogotá, o que reforça a dimensão internacional da operação e a cooperação entre agências de segurança de diferentes países.
O governo dos Estados Unidos também anunciou recompensas financeiras para informações que levem à captura dos suspeitos. Os valores chegam a até US$ 4 milhões por Romero e US$ 5 milhões por Mosquera Serrano, segundo o Departamento de Estado.
As autoridades norte-americanas classificam o Tren de Aragua como organização terrorista estrangeira, o que amplia o alcance legal das ações de investigação, extradição e cooperação internacional contra seus integrantes.
A operação, segundo o FBI, faz parte de uma estratégia mais ampla para desarticular a liderança da facção fora do território americano, atingindo principalmente seus principais articuladores que seguem em liberdade no exterior.
Foto: Divulgação