DURIGAN AOS EUA: “RESPONSABILIDADE DE CUIDAR DA SEGURANÇA NO BRASIL É DOS BRASILEIROS”

REDAÇÃO

Ministro da Fazenda respondeu às sanções americanas contra pessoas e empresas ligadas ao PCC e defendeu que a segurança pública deve ser conduzida pelas instituições brasileiras

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista à TV Record que quem cuida da segurança no Brasil são os brasileiros. A declaração foi em resposta às sanções impostas pelos Estados Unidos contra cidadãos e empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital, PCC.
A fala ocorreu nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026, após o Departamento do Tesouro americano anunciar medidas contra Victor Henrique de Oliveira Shimada, sua secretária Stella Stefanie e empresas como Victory Trading, Pixwave e Wave Construções.
Durigan defendeu que a segurança pública é responsabilidade da polícia brasileira, dos investigadores, do Coaf e da Receita Federal, limitando a cooperação internacional ao compartilhamento de informações.
Para o ministro, restrições impostas de fora poderiam até afetar o Pix, sistema que ele considera um sucesso nacional.
A fala gerou críticas por ser interpretada como uma tentativa de minimizar a gravidade das sanções americanas. Analistas apontam que, enquanto os EUA classificam o PCC como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental, o governo brasileiro optou por um tom defensivo, priorizando a narrativa de soberania em vez de ações mais agressivas contra as facções.
O caso expõe tensões entre Brasil e EUA no combate ao crime organizado. As sanções miram uma rede de lavagem de dinheiro que, segundo o Tesouro americano, movimentou centenas de milhões de reais, com conexões diretas ao tráfico internacional.
Especialistas em segurança pública questionam se a postura do governo é suficiente para conter o avanço do PCC, que já atua em vários estados e tem ramificações internacionais.
A declaração de Durigan reforça a percepção de que o Planalto prefere evitar confrontos diretos com as facções.
Enquanto isso, a oposição cobra maior transparência e resultados concretos no combate ao crime organizado.
O episódio pode complicar ainda mais as relações comerciais e de segurança entre Brasil e Estados Unidos.
Foto: Agência Brasil
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