Presidente dos Estados Unidos promove mudanças na U.S. Election Assistance Commission, deixando temporariamente a agência sem integrantes em exercício
O presidente Donald Trump promoveu uma ampla mudança na liderança da U.S. Election Assistance Commission (EAC), responsável por auxiliar os estados na administração das eleições federais.
Na quinta-feira (9), Trump demitiu os comissários democratas Thomas Hicks e Benjamin Hovland, que foram comunicados por e-mail sobre o encerramento de seus mandatos na comissão.
A comissária republicana Christy McCormick, por sua vez, deixou o cargo por meio de renúncia, em vez de ser formalmente demitida. Com isso, toda a atual composição da direção da EAC foi desfeita.
A situação se soma à saída do também republicano Donald Palmer, que havia renunciado ao cargo em abril, deixando a comissão sem nenhum integrante em exercício.
Pela legislação americana, a EAC deve ser composta por quatro comissários, com no máximo dois pertencentes ao mesmo partido político. Sem integrantes nomeados, a agência fica temporariamente sem quórum para tomar decisões.
A medida ocorre poucas semanas após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos ampliar a autoridade do presidente para remover integrantes de determinadas agências federais independentes, fortalecendo o poder do Executivo sobre esses órgãos.
A decisão foi criticada por líderes democratas e organizações ligadas à defesa da integridade eleitoral. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, afirmou que a medida representa uma tentativa de ampliar o controle sobre a estrutura eleitoral antes das próximas eleições, enquanto a Casa Branca sustenta que a ação está amparada pela legislação e pelas decisões recentes da Suprema Corte.
Foto: White House