Governo americano afirma que investigação conduzida pelo USTR tem foco em questões comerciais e regulatórias, sem relacionar oficialmente a medida à família do ex-presidente Jair Bolsonaro
Segundo o governo dos Estados Unidos, a nova tarifa de 25% aplicada ao Brasil no âmbito da Seção 301 foi apresentada como resultado de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), sem relação oficial com Jair Bolsonaro ou sua família.
As autoridades americanas afirmam que a investigação trata de práticas comerciais e regulatórias consideradas prejudiciais às empresas e aos interesses econômicos dos Estados Unidos. Nos documentos divulgados, não há menção à família Bolsonaro como justificativa para a medida.
Entre os pontos destacados pelo USTR estão questionamentos sobre decisões judiciais envolvendo plataformas digitais dos EUA, alegadas barreiras comerciais, questões ligadas à propriedade intelectual, tarifas sobre o etanol e outros temas de natureza econômica e regulatória.
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, reforçou que a Seção 301 é um instrumento previsto na legislação comercial americana para investigar práticas consideradas desleais de parceiros comerciais, mantendo o foco da investigação em aspectos técnicos e comerciais.
A nova medida difere das tarifas anunciadas anteriormente com base em outros instrumentos legais, que chegaram a ser associadas por integrantes do governo americano a críticas sobre a situação política brasileira e ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Enquanto isso, o governo Lula continua sustentando que aliados da família Bolsonaro atuaram junto a autoridades americanas e fizeram lobby para incentivar medidas contra o Brasil, tese que é rejeitada pelo governo dos Estados Unidos no contexto específico da investigação da Seção 301.
Dessa forma, a posição oficial de Washington é que a nova tarifa de 25% decorre exclusivamente de uma investigação comercial sobre práticas atribuídas ao Brasil, sem vincular a medida, em seus documentos e justificativas oficiais, à família Bolsonaro.
Foto: Divulgação