Pedido ao STF envolve sigilos bancário e fiscal de Marcola e solicita acesso a dados financeiros e dispositivos eletrônicos.
O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu um pedido direcionado ao ministro André Mendonça para determinar a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe do gabinete pessoal da Presidência da República.
A medida busca aprofundar a apuração sobre movimentações financeiras envolvendo o ex-integrante do governo, especialmente após a revelação de pagamentos realizados pela empresária Roberta Luchsinger.
Segundo as informações divulgadas, Marcola confirmou ter recebido R$ 249 mil de Roberta. Ele afirmou, porém, que o dinheiro correspondia a um empréstimo particular e que o valor já teria sido integralmente devolvido.
O episódio ganhou repercussão política e passou a levantar questionamentos sobre a natureza das transferências e a relação entre os envolvidos. Marcola deixou o governo em 21 de julho de 2026.
Além da quebra dos sigilos bancário e fiscal, o pedido apresentado ao STF solicita acesso às movimentações do ex-chefe de gabinete desde o início de 2023.
Também foi requerida a realização de busca e apreensão de celulares, computadores e outras mídias eletrônicas que possam conter informações consideradas relevantes para a apuração.
Outra medida solicitada é a obtenção dos registros de entrada e saída de Marcola nos palácios presidenciais e no gabinete durante o período indicado no requerimento.
O pedido ainda pretende obter informações sobre reuniões presenciais realizadas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral da Polícia Federal entre janeiro e julho de 2026.
O objetivo declarado das medidas é esclarecer se informações sigilosas de investigações da Polícia Federal teriam chegado ao Palácio do Planalto e verificar as circunstâncias que antecederam a saída de Marcola do governo.
Agora, caberá ao ministro André Mendonça analisar os requerimentos apresentados. O protocolo do pedido, por si só, não significa que a quebra de sigilo, a busca e apreensão ou as demais medidas tenham sido autorizadas pelo STF.
Foto: STF