MENDONÇA AUTORIZA NOVA OFENSIVA DA PF E BLOQUEIA R$ 97 MILHÕES EM INVESTIGAÇÃO SOBRE APLICAÇÕES DO IPREV

REDAÇÃO

Ministro do STF autorizou buscas e apreensões e determinou o bloqueio de valores e bens ligados a investigados por possíveis irregularidades em aplicações do Iprev/Maceió no antigo Banco Master.

Uma nova decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu uma nova frente na investigação envolvendo aplicações de recursos do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev/Maceió) no antigo Banco Master.
A decisão, assinada no sábado (8), autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 97 milhões em bens e valores relacionados aos investigados.
A ofensiva atende parcialmente a um pedido apresentado pela Polícia Federal, que apura possíveis irregularidades envolvendo recursos previdenciários do município de Maceió.
Entre as suspeitas investigadas estão gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e desvio de recursos. A apuração busca esclarecer como foram realizadas determinadas operações financeiras e se houve prejuízo aos cofres públicos.
O inquérito também analisa aplicações realizadas pelo Iprev/Maceió em Letras Financeiras do antigo Banco Master. Segundo as informações apresentadas na investigação, foram aplicados R$ 80 milhões em dezembro de 2023 e outros R$ 17 milhões em maio de 2024.
Ao todo, os valores chegam a R$ 97 milhões, justamente a quantia que passou a ser alvo das medidas de bloqueio determinadas pelo ministro Mendonça.
A decisão também alcança seis pessoas físicas e prevê diligências em órgãos relacionados às operações investigadas, incluindo o próprio Iprev/Maceió.
Com a autorização do STF, a Polícia Federal poderá avançar na coleta de documentos, dados e outros elementos capazes de esclarecer a origem, a movimentação e a destinação dos recursos.
O caso coloca novamente sob escrutínio operações envolvendo recursos de fundos previdenciários e investimentos de grande valor, especialmente diante das suspeitas de irregularidades que agora são examinadas pelas autoridades.
As medidas, contudo, fazem parte de uma investigação em andamento e não representam, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade dos alvos. Caberá às autoridades reunir provas e esclarecer se houve efetivamente crimes ou prejuízos aos recursos públicos.
Foto: STF