EM SABATINA, HADDAD RELATIVIZA RIGOR DA LEI E DIZ QUE PENAS LONGAS NÃO FREIAM CRIMINALIDADE

REDAÇÃO

Candidato ao governo de São Paulo afirmou que o aumento das penas não seria suficiente para reduzir a criminalidade.

SÃO PAULO – Durante sabatina realizada nesta terça-feira (18), o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, adotou uma postura controversa ao rechaçar o aumento de penas como ferramenta de combate à violência urbana. Em uma declaração que gerou críticas imediatas de setores focados em segurança pública, o petista minimizou o impacto do rigor da legislação penal no desestímulo ao crime, afirmando que “aumento de pena não resolve criminalidade”.
Ao relativizar a eficácia de punições mais severas, o candidato declarou que o tamanho da pena é irrelevante se não houver certeza da punição, argumentando que o criminoso não se intimida com longos períodos de reclusão. Para críticos e opositores, a abordagem foi recebida com ressalvas, sendo apontada como leniente em um momento de crescente clamor social por respostas duras contra o crime organizado e os delitos violentos no estado.
Em substituição às medidas de endurecimento penal, a plataforma apresentada por Haddad aposta em propostas de caráter predominantemente administrativo e burocrático, cujos resultados dependem de articulações de longo prazo:
Terceirização de Atribuições: Proposta de criação de um gabinete integrado dependente da cooperação de múltiplos órgãos federais e estaduais, o que analistas apontam como um gargalo burocrático de difícil execução imediata.
Foco Restrito na Investigação: Concentração de esforços na elucidação posterior dos crimes em detrimento de ações de policiamento ostensivo e de repressão direta e imediata nas ruas.
Transferência de Responsabilidade: Deslocamento do debate sobre leis mais rígidas para o âmbito do Judiciário e do Congresso Nacional, blindando a gestão estadual de assumir o protagonismo no endurecimento das penalidades.
A visão do candidato reforça uma linha ideológica tradicional de seu partido que foca em reformas estruturais e inteligência, mas que frequentemente é criticada por parecer desconectada da urgência de quem convive diariamente com a insegurança e exige respostas punitivas firmes e imediatas do Poder Público.
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