AO AVISTAR VIATURA, MOTORISTA DE HADDAD MANDOU “MANO, TÔ COM MEDO”, MAS INVESTIGAÇÃO APONTA CONTRADIÇÕES

REDAÇÃO

Mensagens e imagens de monitoramento teriam contrariado a versão inicial sobre a suposta abordagem policial.

SÃO PAULO – Novas evidências obtidas pela Polícia Civil de São Paulo fragilizaram a denúncia de intimidação política apresentada pela campanha de Fernando Haddad. Mensagens de texto interceptadas no aparelho celular do motorista do candidato revelam que, ao avistar uma viatura da Polícia Militar que realizava patrulhamento de rotina na região de um hotel, o funcionário enviou um desabafo a um assessor da coligação afirmando textualmente: “Mano, que medo”. O teor dos diálogos, que inicialmente serviu de base para a cúpula petista atacar a atuação das forças de segurança estaduais, passou a ser encarado pelos investigadores como o estopim de uma narrativa sem sustentação factual.
A apuração técnica conduzida pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) desmentiu a cronologia dos fatos e expôs uma divergência intransponível de 43 minutos entre o relato de pânico do funcionário e a realidade. Enquanto o motorista enviava mensagens às 23h03 alegando estar sob vigilância e impedido de se mover devido ao temor da aproximação dos policiais, o cruzamento de dados de GPS e o circuito de mais de 70 câmeras de monitoramento comprovaram que o veículo da campanha já havia deixado o local às 22h26.
Os registros em vídeo confirmam que a viatura da PM apenas transitou pela via pública em velocidade regular, sem realizar paradas ou qualquer tipo de abordagem verbal ou física. Diante do flagrante recuo do condutor em seu depoimento oficial, o caso agora caminha para um indiciamento por falsa comunicação de crime, deixando a candidatura de Haddad sob forte desgaste pela exploração política de um alarme falso.
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