Relatórios enviados ao STF citam despesas milionárias, viagens internacionais e manutenção de imóvel em Brasília.
Relatórios da Polícia Federal (PF) enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontam indícios de que a empresária Roberta Luchsinger mantinha uma estrutura financeira para custear despesas e viagens de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. As informações integram inquéritos que apuram tráfico de influência.
De acordo com o material analisado pelos investigadores, mensagens atribuídas à empresária citam gastos mensais para manutenção de rotina e de uma residência em Brasília, estimados em cerca de R$ 100 mil. O imóvel, segundo a apuração, funcionaria como base para articulações na capital. O cruzamento de dados também identificou roteiros de turismo compartilhados entre as famílias, incluindo safári na África e viagem para a Lapônia, na Finlândia, com hospedagem de alto padrão.
Sob a perspectiva do Direito Penal, a investigação apura se recursos utilizados para essa estrutura seriam provenientes de repasses de empresários interessados em contratos com ministérios e estatais, com diálogos que indicariam preocupação com a comprovação da origem dos valores perante órgãos de fiscalização.
Nota de esclarecimento jurídica: A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega as acusações, critica vazamentos seletivos e sustenta ausência de provas de irregularidades ou favorecimento, ressaltando o caráter pessoal de suas relações. A defesa de Roberta Luchsinger afirma que suas movimentações financeiras decorrem de contratos legítimos de consultoria privada e que se manifestará perante o Poder Judiciário.
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