EUA COLOCAM PALESTINA BASEADA NO BRASIL EM LISTA DE SANÇÕES E CITAM VÍNCULOS COM ORGANIZAÇÃO LIGADA À FPLP

REDAÇÃO

Departamento do Tesouro americano incluiu Rawa Alsagheer entre os alvos de novas sanções e afirma que ela ocupa posição de liderança no Masar Badil, apontado por Washington como ligado à Samidoun e à FPLP.

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, em 26 de agosto de 2026, novas sanções contra pessoas e entidades acusadas de envolvimento com grupos considerados extremistas ou ligados a organizações terroristas.
Entre os nomes incluídos está Rawa Alsagheer, palestina que vive no Brasil desde 2014 e que também aparece em registros como Al-Saghir ou Ruwaa.
Segundo o governo americano, Alsagheer foi designada por ocupar posição de liderança ou função oficial no Masar Badil, também conhecido como Palestinian Alternative Revolutionary Path Movement.
As autoridades dos Estados Unidos afirmam que o Masar Badil atua como uma frente da Samidoun, organização que Washington considera ligada à Frente Popular para a Libertação da Palestina, a FPLP.
A FPLP é classificada pelos Estados Unidos como organização terrorista estrangeira desde 1997, enquanto a Samidoun já havia sido alvo de sanções americanas e canadenses em medidas anteriores.
As sanções contra Rawa Alsagheer e os demais alvos foram aplicadas com base na Ordem Executiva 13224, utilizada pelo governo dos EUA no combate ao financiamento e ao apoio a atividades terroristas.
Na prática, a medida determina o bloqueio de bens e interesses dos sancionados que estejam sob jurisdição americana e proíbe, em regra, transações de cidadãos e empresas dos Estados Unidos com os alvos designados.
Além de Alsagheer, também foi sancionado Zaid Abdulnasser, apontado como dirigente do Masar Badil e baseado na Alemanha.
As entidades Masar Badil, Palestine Action e Autistici/Inventati também foram incluídas nas medidas anunciadas pelo Tesouro americano, que acusa esses grupos de apoiar ou fornecer estrutura a redes extremistas.
A designação, no entanto, é uma decisão unilateral dos Estados Unidos e não representa automaticamente uma ação judicial, prisão ou deportação no Brasil. Qualquer medida em território brasileiro depende das autoridades e das leis nacionais.
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