ANDREI RODRIGUES ARTICULA REAÇÃO APÓS ORDENS DE MENDONÇA CONTRA INVESTIGAÇÃO ENVOLVENDO MORAES

REDAÇÃO

Diretor-geral da PF busca apoio da AGU contra medidas de André Mendonça e enfrenta tensão crescente com o STF em meio aos desdobramentos do caso Banco Master.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, passou a articular uma reação contra decisões do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio a uma tensão crescente nos bastidores entre a corporação e a Corte.
Segundo interlocutores ligados à PF e ao meio jurídico, integrantes da instituição avaliam que algumas determinações de Mendonça representam uma interferência na autonomia da Polícia Federal e afetam a condução de investigações em andamento.
Um dos principais pontos de atrito envolve a determinação para que a PF encaminhe dados brutos coletados em investigações diretamente ao gabinete do ministro antes da conclusão de perícias e análises internas feitas pela corporação.
Delegados envolvidos nos casos questionam a medida e afirmam que o procedimento tradicional exige uma etapa de triagem e validação das informações antes do compartilhamento de materiais sensíveis.
Outro ponto de divergência é a decisão que impede mudanças, substituições ou afastamentos de delegados e agentes envolvidos em determinadas investigações sem autorização prévia do ministro.
Dentro da PF, há críticas de que essa restrição poderia limitar a gestão interna da instituição e criar uma estrutura de comando paralela vinculada ao gabinete do ministro.
O desgaste aumentou após os desdobramentos da investigação envolvendo o Banco Master e mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que passaram a integrar novos relatórios encaminhados ao STF.
Diante do impasse, Andrei Rodrigues acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) na tentativa de reverter algumas das medidas determinadas por Mendonça, enquanto os 27 superintendentes regionais da PF divulgaram apoio à autonomia da direção da corporação.
A crise também mobilizou integrantes do governo e do Judiciário, com o presidente Lula, o presidente do STF Edson Fachin, o ministro da Justiça Wellington César e o advogado-geral da União Jorge Messias atuando para buscar uma saída negociada.
O conflito entre a Polícia Federal e André Mendonça se tornou um dos principais embates institucionais recentes envolvendo a corporação e o Supremo, com tentativas de conciliação para evitar um agravamento da disputa.
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