Presidente do Senado afirma que existência de 109 pedidos de impeachment contra ministros do STF “não é normal”, mas sinaliza cautela e evita indicar mudança de postura sobre os processos contra Moraes
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sinalizou a aliados que não pretende colocar em votação novos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, mesmo após a repercussão de informações presentes em relatórios da Polícia Federal envolvendo o caso do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo interlocutores, a avaliação de Alcolumbre é de que o momento exige cautela e que o Senado deve aguardar os próximos passos do Supremo Tribunal Federal antes de tomar qualquer iniciativa relacionada ao ministro.
A estratégia adotada pelo presidente da Casa é evitar que o Congresso se torne palco de uma nova crise institucional e esperar que o próprio Judiciário analise os desdobramentos das investigações em andamento.
Aliados de Alcolumbre afirmam que a possibilidade de avanço imediato de um processo de impeachment contra Moraes é considerada praticamente inexistente neste momento, apesar da pressão de parlamentares da oposição.
Ao ser questionado por jornalistas sobre o volume de pedidos de impeachment acumulados contra integrantes do STF, Alcolumbre afirmou que a existência de 109 solicitações “não é normal”, mas evitou indicar qualquer mudança de postura.
O presidente do Senado também foi questionado sobre o conteúdo das mensagens envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, mas preferiu não comentar diretamente o caso, afirmando que não tinha uma avaliação a fazer sobre o assunto.
A postura de Alcolumbre gerou críticas entre integrantes da oposição, que defendem que o Senado deve analisar os pedidos apresentados e cumprir seu papel constitucional diante das denúncias levantadas.
Parlamentares oposicionistas passaram a discutir estratégias de pressão, incluindo a possibilidade de obstrução de votações e mobilizações para tentar forçar uma mudança na condução do tema dentro do Senado.
Enquanto isso, o caso segue sob atenção política em Brasília, com diferentes grupos aguardando os próximos movimentos do Supremo e do próprio Congresso Nacional.
A decisão de Alcolumbre mantém o Senado em compasso de espera e reforça a estratégia de aguardar o avanço das análises no Judiciário antes de qualquer decisão sobre novos pedidos de impeachment contra ministros da Suprema Corte.
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