Decisão do BC aponta “graves violações às normas legais”, determina a indisponibilidade de bens de controladores e ex-administradores e inicia processo de liquidação das instituições
Segundo o Banco Central, a decisão tem como objetivo interromper as atividades das empresas e iniciar um processo formal de liquidação, com a apuração das responsabilidades dos envolvidos na administração das instituições.
Como consequência da medida, o BC determinou a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores da Trustee e da Banvox. A restrição busca preservar recursos e garantir o andamento das apurações durante o processo de liquidação.
A nomeação de Marilena Simões Valentim como liquidante marca o início da fase administrativa responsável por conduzir os procedimentos, avaliar a situação financeira das empresas e cumprir as determinações previstas na legislação.
As duas instituições passaram a ser alvo de atenção por sua ligação com Maurício Quadrado, que foi sócio do Banco Master. O caso ganhou relevância dentro das investigações e análises envolvendo o grupo financeiro.
O Banco Central informou que a liquidação não representa risco relevante para a estabilidade do sistema financeiro brasileiro. Segundo os dados apresentados, a participação das empresas no Sistema Financeiro Nacional é inferior a 0,001% dos ativos registrados em julho de 2026.
A decisão do BC ocorre em meio a uma série de movimentações envolvendo empresas e pessoas relacionadas ao antigo grupo do Banco Master, aumentando a pressão por esclarecimentos sobre operações financeiras realizadas nos últimos anos.
A liquidação extrajudicial permite que o Banco Central assuma o controle do processo de encerramento das atividades das instituições, seguindo regras específicas para proteção de credores e organização dos ativos existentes.
O episódio adiciona um novo capítulo ao caso envolvendo o Banco Master e empresas associadas, com a autoridade monetária reforçando que continuará acompanhando possíveis irregularidades no sistema financeiro.
Até o momento, as empresas envolvidas e seus representantes ainda não apresentaram um posicionamento público detalhado sobre a decisão do Banco Central.
Foto: Agência Brasil