Edson Fachin foi o único ministro do Supremo Tribunal Federal presente na tribuna de honra durante o desfile de 7 de Setembro, ao lado do presidente Lula e de outras autoridades em Brasília.
A ausência da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no desfile de 7 de Setembro, realizado nesta segunda-feira em Brasília, chamou atenção durante a cerimônia oficial da Independência do Brasil.
Apenas o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, compareceu à tribuna de honra ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de outras autoridades presentes no evento.
Os demais integrantes do STF, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, não participaram do desfile, apesar dos convites tradicionalmente enviados aos membros do Supremo para a solenidade.
A baixa presença da Corte ocorreu em um momento de tensão interna no tribunal, após recentes divergências públicas envolvendo ministros e discussões sobre temas de grande repercussão nacional.
Nos bastidores de Brasília, a ausência coletiva foi interpretada por alguns setores como um reflexo do ambiente de cautela vivido dentro do Supremo.
O episódio também trouxe comparações com outros anos, quando a participação de ministros da Corte em eventos oficiais do Dia da Independência foi mais ampla.
A presença isolada de Fachin acabou concentrando a representação institucional do STF na cerimônia, enquanto a ausência dos demais ministros ganhou destaque entre autoridades e analistas políticos.
O desfile de 7 de Setembro reuniu representantes dos Três Poderes, forças militares e convidados na Esplanada dos Ministérios, mantendo a programação tradicional da data.
A participação reduzida do Supremo passou a ser um dos assuntos mais comentados após o evento, especialmente pelo contexto político e institucional que envolve a Corte.
O episódio reforça o momento de atenção em torno do STF, que segue no centro de debates públicos sobre o papel do Judiciário e os rumos das principais discussões nacionais.
Foto: Folha de SP