PÚBLICO DE CURY EM COPACABANA: ENTRE 1.300 E 1.600 NO PICO, DIZ MONITORAMENTO

REDAÇÃO

Ato político-eleitoral de Augusto Cury no Rio de Janeiro reuniu cerca de 1.400 pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap em parceria com a More in Common; no momento de maior concentração, público foi calculado entre 1.300 e 1.600 participantes.

O ato político-eleitoral do escritor e presidenciável Augusto Cury (Avante-SP), realizado nesta segunda-feira, 7 de setembro de 2026, em Copacabana, no Rio de Janeiro, reuniu cerca de *1.400 pessoas*, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap em parceria com a More in Common. A manifestação ocorreu no Dia da Independência e marcou uma das primeiras demonstrações públicas de força da candidatura de Cury, que é estreante em disputas eleitorais.
A estimativa foi elaborada a partir de imagens aéreas captadas por drone em nove horários diferentes durante o evento. As fotografias foram analisadas por um software de inteligência artificial desenvolvido para contabilizar automaticamente as pessoas presentes no local. Segundo a metodologia utilizada, o levantamento apresenta margem de erro de aproximadamente 12%, o que coloca o público do ato dentro de uma faixa estimada de pouco mais de 1,2 mil a cerca de 1,6 mil participantes.
No horário de maior concentração, registrado às 11h30, a estimativa apontou que o público poderia variar entre *1.300 e 1.600 pessoas*. As imagens, segundo a descrição da metodologia, cobriram toda a extensão ocupada pelo ato e foram utilizadas sem sobreposição, buscando reduzir o risco de dupla contagem. O procedimento é empregado pelo Monitor do Debate Político desde 2022 para estimar o tamanho de manifestações políticas.
A realização do evento em Copacabana também ganha relevância pelo perfil político tradicional da região. A zona sul do Rio de Janeiro é considerada um dos principais redutos de apoio ao bolsonarismo no estado, o que transforma a presença de Cury no local em um teste para sua capacidade de conquistar espaço junto a um eleitorado já identificado com a direita. O número de participantes passa, assim, a ser observado como um dos primeiros sinais do potencial de mobilização do candidato.
Cury, que construiu sua trajetória pública principalmente como escritor e palestrante, entra pela primeira vez em uma disputa presidencial em um cenário marcado pela forte polarização entre nomes já conhecidos nacionalmente. Nas pesquisas mencionadas, o candidato aparece em terceiro lugar, atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Flávio Bolsonaro. A candidatura tenta transformar a notoriedade conquistada fora da política tradicional em capital eleitoral para a disputa de 2026.
O ato de Copacabana, portanto, representa um momento importante para medir a capacidade de mobilização de Augusto Cury durante a campanha. Embora a presença de cerca de 1.400 pessoas não determine, isoladamente, o desempenho de uma candidatura nas urnas, o evento oferece um retrato do alcance inicial de seu projeto político. Com a campanha avançando, novos atos, pesquisas e demonstrações de apoio deverão indicar se Cury conseguirá ampliar sua presença entre os eleitores e consolidar a terceira posição na corrida presidencial.
Foto: Reprodução
Texto: Fabiano Braga