André Mendonça substitui a prisão preventiva de Romeu Carvalho Antunes por medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte e proibição de deixar o país sem autorização judicial.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura de Romeu Carvalho Antunes, filho do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, no âmbito das investigações sobre supostas fraudes envolvendo aposentadorias.
A decisão substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares impostas pela Justiça. Entre as determinações está o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, que permitirá o monitoramento dos deslocamentos do investigado.
Além do monitoramento eletrônico, Romeu deverá entregar o passaporte à Polícia Federal e fica impedido de deixar o país sem autorização judicial. A medida busca evitar uma possível fuga durante o andamento das investigações.
O ministro também determinou que o investigado não mantenha contato com outros envolvidos no caso, testemunhas ou pessoas relacionadas à apuração, como forma de preservar o andamento das diligências.
Segundo a Polícia Federal, Romeu teria assumido um papel de destaque dentro da estrutura investigada após a prisão de seu pai. Os investigadores apontam que ele teria atuado na administração de empresas e na movimentação de recursos ligados ao esquema.
A apuração da PF indica que o filho do “Careca do INSS” teria participado da organização financeira do grupo, incluindo operações com valores em espécie e empresas consideradas suspeitas pelos investigadores.
Apesar da decisão de conceder liberdade a Romeu, André Mendonça manteve a prisão preventiva de Antônio Carlos Camilo Antunes, que continua detido no âmbito da investigação.
A decisão ocorre em uma fase em que a Justiça avalia a necessidade de manter ou substituir prisões preventivas por medidas menos severas, levando em consideração o estágio atual das investigações.
A defesa de Romeu argumentava que a prisão não seria mais necessária e que medidas alternativas seriam suficientes para garantir o acompanhamento do processo e evitar interferências na investigação.
O caso continua sob análise do Supremo Tribunal Federal, enquanto a Polícia Federal segue apurando a extensão das suspeitas envolvendo o esquema de fraudes no sistema previdenciário.
Foto: Metrópoles