MARÍA CORINA MACHADO ACUMULA SETE TENTATIVAS FRUSTRADAS DE RETORNAR À VENEZUELA

REDAÇÃO

Líder opositora tentou voltar ao país três vezes por vias aérea e marítima nos últimos dias, segundo sua equipe, e permanece no Panamá após novas tentativas frustradas de retorno

A líder opositora venezuelana María Corina Machado tentou retornar à Venezuela três vezes na terça-feira (22), por vias aérea e marítima, mas não conseguiu entrar no país, segundo David Smolansky, assessor da opositora ouvido pela CNN. As novas tentativas ocorreram enquanto a presidente interina Delcy Rodríguez estava em Nova York para a Assembleia Geral da ONU e se reunia com o presidente americano Donald Trump. (CNN Brasil)
Com os episódios mais recentes, María Corina acumula sete tentativas frustradas de regressar à Venezuela desde que deixou o país em dezembro de 2025. A dirigente oposicionista permanece no Panamá e afirma que pretende retornar para participar diretamente do processo político venezuelano. (Gazeta do Povo)
Uma das tentativas mais recentes previa uma viagem marítima partindo do Panamá. Segundo informações atribuídas pelo jornal Gazeta do Povo ao espanhol ABC, uma pequena embarcação deveria transportar María Corina pelo Caribe durante aproximadamente dois dias até alcançar a Venezuela. (Gazeta do Povo)
O plano marítimo, porém, foi cancelado antes da partida. De acordo com a reportagem, a empresa responsável pela embarcação comunicou a existência de uma falha relevante em um dos motores, impossibilitando a realização da viagem programada. (Gazeta do Povo)
Após a tentativa pelo mar ser descartada, a equipe de María Corina passou a considerar alternativas aéreas. Um avião foi preparado para levá-la até Aruba, território caribenho localizado próximo à costa venezuelana, mas problemas administrativos impediram que a operação fosse realizada. (Gazeta do Povo)
Uma nova alternativa envolvendo Curaçao também foi preparada. Segundo as informações publicadas, as autoridades responsáveis não autorizaram as operações planejadas. Bonaire chegou a ser considerada como outra possibilidade de aproximação da Venezuela, mas a alternativa também acabou descartada. (Gazeta do Povo)
As dificuldades para regressar ao país não começaram nesta semana. Em junho, María Corina tentou viajar em um avião privado que deixou a Virgínia, nos Estados Unidos, com destino a Curaçao, mas a aeronave retornou durante o trajeto. Posteriormente, ela também tentou embarcar em um voo comercial entre o Panamá e Caracas, sem conseguir prosseguir. (Gazeta do Povo)
Outro obstáculo envolve sua documentação. O passaporte venezuelano de María Corina está vencido e, segundo a reportagem, o governo do Panamá concedeu a ela um documento diplomático especial por razões humanitárias para facilitar seus deslocamentos internacionais. (Gazeta do Povo)
O retorno da opositora também ocorre em meio a um cenário político complexo. Após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em janeiro, Delcy Rodríguez assumiu interinamente o governo venezuelano e passou a aprofundar a cooperação com Washington. María Corina, por sua vez, vem defendendo seu retorno e pressionando para que o processo político avance em direção a novas eleições. (CNN Brasil)
Até o momento, María Corina permanece fora da Venezuela. As sete tentativas relatadas envolveram diferentes rotas e obstáculos, e sua equipe continua buscando uma forma de viabilizar o regresso. A CNN informou nesta quarta-feira (23) que, segundo seu assessor, as três tentativas realizadas na terça-feira foram rejeitadas, mantendo indefinida a data em que a líder opositora conseguirá voltar ao território venezuelano. (CNN Brasil)
Foto: Divulgação