Ministro autorizou a Polícia Federal a obter dados de uma conta de iCloud ligada a Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, mas ainda aguardaria o material em meio à investigação sobre possíveis tentativas de influência sobre testemunhas no caso Banco Master
O ministro André Mendonça aguarda há mais de 100 dias informações que autorizou a Polícia Federal a obter no âmbito da investigação envolvendo Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, em um episódio que ganhou destaque durante o julgamento, na Segunda Turma do STF, das prisões de Henrique e Felipe Vorcaro, pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo mensagens reunidas pelos investigadores, a irmã de Mourão teria tido acesso a materiais armazenados na conta de iCloud do irmão e afirmado que o conteúdo poderia comprometer toda a família Vorcaro; relatos atribuídos a familiares indicam ainda que ela “viu coisa demais” e teria passado mal, chegando a precisar de medicação.
Diante da suspeita de tentativa de influência sobre testemunhas, Mendonça autorizou o acesso aos dados para esclarecer o que havia no material e verificar os fatos investigados.
Mais de três meses depois, porém, o ministro ainda não teria recebido o conteúdo solicitado, uma demora que chama atenção justamente em meio à disputa institucional envolvendo o caso Banco Master e à crescente tensão entre diferentes atores do STF e da investigação.
A situação também reforça a atuação de Mendonça no sentido de buscar acesso integral aos elementos necessários para esclarecer as suspeitas, enquanto informações relevantes permanecem pendentes de chegar ao gabinete do ministro.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação
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