Pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro apontou 49% de desaprovação e 46% de aprovação do governo Lula, enquanto o presidente registrou 39% contra 34% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno e empate de 42% a 42% em eventual segundo turno
O presidente Lula chega à reta final do primeiro turno sob pressão de uma avaliação negativa do governo: pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro apontou 49% de desaprovação e 46% de aprovação, enquanto, na intenção de voto, Lula aparecia com 39% contra 34% de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno e empatava em 42% com o senador em uma simulação de segundo turno.
O cenário ocorre depois de uma sequência de medidas anunciadas ou ampliadas pelo governo, incluindo reajuste do Bolsa Família, restrição às apostas online e a oferta de medicamentos para emagrecimento pelo SUS, iniciativas que passaram a integrar a estratégia eleitoral da reta final.
Segundo o cientista político Hilton Fernandes, citado no material, chama atenção o fato de a avaliação do governo não ter apresentado uma melhora mais expressiva durante a campanha, período em que historicamente presidentes em busca da reeleição costumam tentar ampliar sua aprovação.
Na avaliação de João Gabriel Pio, da FIEMG, políticas de transferência de renda podem proteger famílias vulneráveis, mas decisões fiscais de curto prazo também podem aumentar a pressão sobre dívida e juros.
Com a disputa concentrada entre Lula e Flávio e pesquisas recentes mostrando diferenças regionais importantes, a reta final passou a ser marcada pela tentativa de ambos de ampliar seus respectivos eleitorados, enquanto a avaliação da gestão federal permanece como um dos principais elementos do cenário eleitoral.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação
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