Proposta aprovada em segundo turno prevê reduzir a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e garantir dois dias de descanso; Flávio Bolsonaro votou a favor, defendendo a mudança com medidas para preservar empregos e reduzir impactos sobre empresas
O Senado Federal aprovou, na noite desta quarta-feira (14), em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. Segundo as informações divulgadas, a medida estabelece a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, garantindo aos trabalhadores dois dias de descanso por semana.
A votação representa um avanço significativo nas discussões sobre as condições de trabalho no país. A proposta busca ampliar o período de descanso dos trabalhadores brasileiros, permitindo maior convivência familiar, lazer e recuperação física após a jornada semanal.
A sessão foi conduzida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que articulou um calendário especial para acelerar a tramitação da matéria. Com isso, as duas etapas de votação foram realizadas na mesma sessão, permitindo a conclusão da análise pelos senadores.
Entre os parlamentares que apoiaram a proposta está o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registrou voto favorável ao fim da escala 6×1, conforme as informações apresentadas sobre a votação.
Flávio Bolsonaro estava em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, cumprindo compromissos relacionados à sua campanha presidencial. Mesmo distante de Brasília, o parlamentar teria participado da votação por meio do sistema semipresencial do Senado, registrando seu voto favorável à mudança.
O posicionamento do candidato confirma a defesa que vinha apresentando publicamente sobre a redução da jornada de trabalho. Flávio já havia declarado apoio ao fim da escala 6×1, ressaltando a necessidade de medidas de compensação para empresas, especialmente pequenos negócios, a fim de preservar empregos.
A proposta estabelece uma mudança importante na organização do trabalho brasileiro. Atualmente, a Constituição permite jornadas de até 44 horas semanais, enquanto o novo texto prevê o limite de 40 horas, acompanhado da garantia de dois dias de descanso.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou destaque nacional e passou a mobilizar trabalhadores, empresários, sindicatos e representantes políticos. Defensores da mudança argumentam que a redução da jornada poderá melhorar a qualidade de vida e contribuir para o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
De acordo com o relato da votação, a proposta já havia recebido aprovação da Câmara dos Deputados, concluindo agora sua tramitação no Senado. Por se tratar de uma emenda constitucional, o texto não necessita de sanção do presidente da República, dependendo apenas da promulgação pelo Congresso Nacional.
A aprovação coloca a redução da jornada de trabalho entre os principais temas do debate político e econômico brasileiro. O apoio de Flávio Bolsonaro também ganha destaque em meio à disputa presidencial, demonstrando seu alinhamento à proposta de ampliar o descanso semanal dos trabalhadores, enquanto permanecem as discussões sobre os impactos da medida na economia e no mercado de trabalho.
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