Presidente dos EUA mantém a execução de Nidal Hasan, condenado pelo assassinato de 13 pessoas no ataque de 2009, mas desiste de transmitir o fuzilamento ao vivo após críticas à proposta de transformar a pena de morte em espetáculo público
Donald Trump decidiu retirar a transmissão ao vivo da execução de Nidal Hasan, mas manteve integralmente a sentença de morte do ex-major do Exército, marcada para 3 de dezembro, em Fort Hood, no Texas.
Hasan foi condenado em 2013 por 13 homicídios premeditados e 32 tentativas de homicídio pelo ataque de 2009, quando abriu fogo contra militares que se preparavam para uma missão no Afeganistão, matando 13 pessoas e ferindo outras 32.
O então psiquiatra do Exército assumiu a autoria do massacre e recebeu a pena de morte após julgamento em corte marcial; em 2025, a Suprema Corte dos EUA rejeitou seu pedido de revisão da condenação, abrindo caminho para a execução.
Inicialmente, o governo Trump havia considerado transmitir o fuzilamento como uma demonstração de dissuasão e das consequências para quem pratica atos de terrorismo, mas o presidente acabou recuando diante das críticas e decidiu preservar a execução sem transformá-la em espetáculo público.
A decisão mantém a postura de firmeza de Trump diante de um dos massacres mais graves da história recente das Forças Armadas americanas, ao mesmo tempo em que evita a exposição pública do ato e permite que familiares das vítimas que desejarem acompanhem a execução presencialmente. A execução, se realizada na data prevista, será a primeira de um militar americano desde 1961.
Texto: Rodolfo Oliveira
Foto: Divulgação
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