Após Lula terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, setores do PT passaram a discutir o afastamento de Edinho Silva da presidência nacional do partido, criticando a centralização das decisões e a organização da campanha presidencial
A derrota de Lula no primeiro turno e o avanço de Flávio Bolsonaro abriram uma nova crise dentro do PT, com setores do partido discutindo nos bastidores o afastamento de Edinho Silva da presidência nacional da legenda e a antecipação da eleição para o comando petista.
Edinho, que também coordenou a campanha de Lula, passou a ser alvo de críticas internas pela centralização das decisões e pela dificuldade em organizar as diferentes frentes eleitorais, uma insatisfação que ganhou ainda mais força depois de o próprio Lula classificar a campanha como a “menos organizada” de sua trajetória desde 1989.
O resultado das urnas expôs o tamanho do problema: Flávio terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, uma vantagem superior a 2,2 milhões de votos.
Diante da pressão, Lula promoveu uma intervenção prática na estrutura da campanha, dividindo a coordenação com Camilo Santana, Rafael Fonteles e Rui Costa, numa demonstração de que a condução anterior não vinha entregando o resultado esperado.
Agora, além de enfrentar uma disputa presidencial apertada, o PT precisa administrar uma guerra interna pelo controle da própria legenda, com seus dirigentes questionando justamente quem deveria comandar a estratégia eleitoral do partido.
Texto: Rodolfo oliveira
Foto: Divulgação
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