Levantamento da Casa Galileia e do Instituto Democracia em Xeque aponta que lideranças evangélicas ligadas à direita concentraram 91,3% das interações entre os 30 políticos mais engajados nas redes sociais durante a eleição de 2026. Nikolas Ferreira lidera o ranking, seguido por Flávio Bolsonaro, enquanto André Janones aparece na oitava posição
A esquerda evangélica aparece praticamente como coadjuvante nas redes sociais durante a eleição de 2026, segundo levantamento da Casa Galileia e do Instituto Democracia em Xeque.
Entre as 30 lideranças políticas de identidade evangélica com maior engajamento, apenas cinco estão ligadas à esquerda, responsável por somente 8,7% das interações, enquanto a direita concentra expressivos 91,3%.
O contraste é ainda mais evidente no topo do ranking, liderado pelo deputado Nikolas Ferreira, com 57,7 milhões de interações, seguido por Flávio Bolsonaro, com 56 milhões, enquanto André Janones, principal nome da esquerda no levantamento, aparece apenas na oitava posição, com 9,9 milhões.
O resultado expõe a enorme dificuldade da esquerda em conquistar protagonismo entre o público evangélico e evidencia a força de lideranças conservadoras que associam pautas como defesa da família, liberdade religiosa, segurança pública e oposição ao PT à comunicação digital.
Enquanto os principais nomes da direita mobilizam milhões de brasileiros e transformam presença nas redes em capital político e eleitoral, a chamada esquerda evangélica permanece restrita a uma parcela pequena do debate, sem conseguir competir em alcance, engajamento e influência com as lideranças conservadoras.
📝 Texto: Rodolfo Oliveira
📸 Foto: Divulgação
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