A PERGUNTA QUE INCOMODA: O STF REALMENTE ESTÁ DISPOSTO A REVISAR A INJUSTA CONDENAÇÃO DE BOLSONARO?

REDAÇÃO

Avaliação atribuída a integrantes do Supremo indica que uma revisão criminal da condenação de Jair Bolsonaro, fixada em 27 anos e três meses, dificilmente alteraria o resultado do julgamento

A avaliação de integrantes do próprio Supremo Tribunal Federal de que seria improvável reverter a condenação de Jair Bolsonaro, mesmo com o avanço da revisão criminal, expõe um cenário que levanta sérios questionamentos sobre a possibilidade de reexaminar de forma efetivamente independente uma decisão que impôs ao ex-presidente uma pena absurda de 27 anos e três meses.
Dos cinco ministros que participaram do julgamento original, quatro, ou seja, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, votaram pela condenação, enquanto apenas Luiz Fux defendeu a absolvição, e agora a própria composição da Corte aparece como principal obstáculo para uma eventual revisão.
A situação ganha contornos ainda mais controversos diante das manifestações públicas de Gilmar Mendes e Edson Fachin sobre os processos relacionados ao 8 de janeiro, enquanto Nunes Marques e André Mendonça aparecem entre os ministros que podem oferecer uma visão diferente sobre o pedido da defesa.
A mensagem transmitida pelos bastidores é preocupante: se uma revisão criminal chega ao plenário já cercada pela expectativa de que a condenação dificilmente será modificada, o debate sobre a independência, a imparcialidade e a efetividade dos mecanismos de revisão do próprio Supremo se torna inevitável.
📝 Texto: Rodolfo Oliveira
📸 Foto: Divulgação
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