
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, tem defendido com veemência a regulamentação do trabalho por aplicativos de entrega, propondo um piso remuneratório mínimo de R$ 10 por entrega (para distâncias de até 4 km, com adicional de R$ 2,50 por quilômetro excedente).
Apesar da narrativa oficial de que os custos seriam arcados exclusivamente pelas plataformas (como iFood, Rappi e Uber Eats), há risco de repasse ao consumidor final via aumento nas taxas de entrega, redução no volume de pedidos e, consequentemente, menos corridas disponíveis para os motociclistas, o que poderia agravar o desemprego informal disfarçado de “proteção social”.
Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira
Foto: Camila Cunha